A última parada é no cais do Macuco Safari, na margem brasileira do Rio Iguaçu. Recebemos colete salva-vidas, instruções e rumamos para o bote.
Até certo ponto do passeio é possível tirar algumas fotos, mas na medida que vai se chegando próximo das quedas, o rio vai ficando mais agitado. Rapidinho, guardamos nossas câmeras e documentos num saco plástico bem vedado.
O primeiro banho é inesquecível. Você se molha por completo. Nem a água gelada é capaz de acalmar a adrenalina. O piloto e o assistente parecem se divertir com nossas reações.
E lá foi ele novamente em direção a outra queda. Mais um banho de lavar a alma. Ao final do passeio, estávamos completamente encharcados. Como não levamos roupas extras, acabamos ficando molhados a tarde toda. Estava calor e não foi incômodo algum.
Continuamos nosso passeio pelo parque e conhecemos vários pontos das quedas.
A sensação de estar ali, de sentir e de ouvir aqueles milhões de litros de água caindo é indescritível. Em alguns trechos dá pra sentir o vapor da água, e em outros, até se molhar por completo. Felizmente estava muito quente, então, nos refrescar foi providencial.
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| Aqui, nessas passarelas é impossível sair seco |





O dia seguinte estava reservado para conhecer a
Hidroelétrica de Itaipu. É
um passeio que vale muito a pena. Nós fizemos o Circuito Especial, que inclui o transfer e visita guiada, e ainda permite o acesso até o interior da barragem.
A construção da usina é recheada de conflitos, guerras, posses de terras até chegar o que temos e vemos nos dias de hoje.
Itaipú foi construída e pertence a dois países -
Brasil e
Paraguai, Por isso o nome
Binacional.
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| Condutos. Por aqui passam até 700 mil litros de água por segundo |
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| Rio Paraná |
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| Rotor da unidade geradora em atividade |
Itaipu também reúne um acervo fotográfico que mostra os estágios da construção da usina.
Os funcionários da usina são brasileiros e paraguaios. De acordo com o guia, tudo é muito organizado e todo mundo se entende.
A sala de controle é algo muito interessante. Ali, os técnicos controlam a operação da usina por meio de computadores e painéis eletrônicos. Uma faixa amarela no chão da sala representa a fronteira entre Brasil e Paraguai. A divisão é apenas simbólica, já que a usina pertence aos dois países.
Toda a comunicação visual, seja placas de advertência e/ou informação estão em três idiomas (português, espanhol e inglês).
No dia seguinte, fomos conhecer as cataratas do lado
Argentino - do lado brasileiro é possível avistar parte das quedas do lado argentino.
Para chegarmos lá, preferimos deixar o carro no Brasil e cruzamos a fronteira de táxi. Acabamos ouvimos alguns histórias para que não fôssemos de carro, pois caso algo aconteça com o carro (furto e afins), daria uma canseira danada.