Inicialmente o plano que tínhamos para esse feriado para aproveitar milhagem aérea a vencer e ir à Buenos Aires.
Até nos darmos conta de que lá também seria feriado importante no país - 9 de julho é a data em que eles comemoram o aniversário da vitória da Argentina sobre a Espanha na conquista de sua independência - passear numa data de feriado tão importante no país não nos pareceu tão atrativo: comércio fechado, festas cívicas para todo o lado, comprometeriam o pouco tempo de passeio que teríamos.
Também nos demos conta de outro evento potencial não menos importante: Na altura da reserva das passagens, a situação da Copa do Mundo não estava ainda definida. Não nos interessava estar na Argentina no dia da final da Copa caso estivesse na final! Pior ainda se fosse contra o Brasil! Felizmente dessa vez a Espanha triunfou sobre a Argentina... Viva a Espanha! - brincadeirinha.
O destino escolhido não deixou de ter relação com a data do feriado: bem no dia em que os paulistas comemoram a fracassada Revolução Constitucionalista de 1932, fomos ao estado que foi um dos mais responsáveis pelo massacre aos rebeldes paulistas, o Rio Grande do Sul.
Esse destino já é antigo conhecido nosso, mas resolvemos voltar a curtir um pouco o clima e a gastronomia da região serrana gaúcha.
Fizemos uma pequena escala técnica em Porto Alegre, e nos hospedamos no Ibis. Dispensamos o café da manhã do hotel para experimentar um café argentino - engraçado para nós, que inicialmente pensamos na Argentina.
O café
Media Luna, no charmoso bairro de
Moinhos de Ventos, serve um combo de café da manhã que é composto por duas media lunas com presunto e queijo, duas media lunas puras, um pão caseiro, doce de leite pastoso, manteiga, um copo de suco de laranja natural e uma xícara de café.
Ambiente muito agradável, comida deliciosa!
Media Luna
Rua Dr. Timóteo 890 - Moinhos de Vento - Porto Alegre/RS
Tel. (51) 3264-0942
Após o café fomos explorar a cidade. Fomos conhecer o
Mercado Público de Porto Alegre.
Inaugurado em 1869, o Mercado Público foi inaugurado para abrigar o comércio de abastecimento da cidade, e é Patrimônio Histórico e Cultural de Porto Alegre,
Cerca de 150 mil pessoas circulam pelo mercado diariamente.
São 110 estabelecimentos comerciais que vendem de tudo: peixes e frutos do mar, carnes variadas, frutas, verduras, artesanato, cozinha japonesa, lancherias, pastelaria, padarias, alimentos para animais, sementes, mudas de plantas, artesanato regional, bomboniere, lotéricas, bancas de revistas e jornais, flora e artigos para umbanda, peixes ornamentais e produtos para aquários, cafeteria, barbearia, livraria.
Saímos de Porto Alegre à tarde, e à noite estávamos em Gramado. Nos hospedamos em Canela, na Hospedaria Provençal, uma pousada afastada da cidade, muito aconchegante e com instalações ótimas.
Depois de nos instalarmos na pousada, fomos comer fondue no restaurante
Vue de La Vallée
Tradição em Gramado e Canela, servido em quase todos os restaurantes é a sequência de fondue que inclui: queijo, carne (frita ou na pedra) e chocolate.
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| Nos serviram uma entrada com frios e torradas com manteiga |
Escolhemos o restaurante
Vue de La Vallée porque foi lá que aprendi a usar batatinhas cozidas na fondue de queijo. Não sei se é um padrão geral, mas graças a esse restaurante, sempre que penso em fondue de queijo, penso nas batatinhas!
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| Fondue de carne. Vários molhinhos... |
Ah! o restaurante é anexo ao hotel de mesmo nome.
O sabor do queijo estava gostoso, mas diferente do convencional. Essa fondue foi feito com queijo tipo prato uruguaio.
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| Fondue de queijo |
O jantar foi regado ao honesto Merlot
Don Abel, da vinícola do mesmo nome que fica em Casca/RS.
O "grand finale" ficou por conta do fondue de chocolate. Com oito tipos de frutas, a "sobremesa" dispensa qualquer tipo de comentário.
Os garçons foram extremamente atenciosos e simpáticos, e vinham à toda hora nos perguntar se estava tudo bem.
Caxias do Sul
No dia seguinte, fomos à Caixas do Sul para conhecer e almoçar na
Vinícola Lacave. Localizada às margens da Rodovia BR, 116, a construção foi inspirada na planta original de um castelo espanhol do século XI, e teve sua construção iniciada em 1968, e durou 10 anos. Foi então um sonho realizado sonho do uruguaio Juan Carrau.
Nada que se compare aos autênticos castelos do Loire francês, mas se tratando de Brasil, o lugar é encantador!
O restaurante oferece um típico almoço italiano/gaúcho, complementado com sequência de massas e carnes. Definitivamente um convite à glutonaria. Tem que vir preparado para comer.
Após o banquete, há ainda a visita guiada pelo castelo. Além do espaço para festas (estavam montando o salão para um casamento), há a vinícola, com degustação e tudo.
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| Armadura |
Tudo remete a um castelo medieval, desde a decoração até a roupa das meninas que fazem o tour com os visitantes.
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| Adega |
Na saída, ainda tem a lojinha para comprar vinhos, espumantes, licores... etc.
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| Vitral da lojinha |
No dia seguinte, em Canela, a caminho do
Parque do Caracol, demos uma passada rápida no
Castelinho Caracol. só para umas fotos. Voltaríamos mais tarde, pois iríamos experimentar o tradicional apfelstrudel, uma referência quando se pensa nesse doce.
O Castelinho é uma construção de 1913, feita toda com madeira de araucária.
Hoje, os descendentes do Pedro Carlos Franzen, construtor da casa, administram o local como um museu e lanchonete que serve os deliciosos apfelstrudel e chá de maçã.
O dia para um parque estava muito favorável. Dessa vez, visitamos apenas a
Cascata do Caracol.
Além da cascata, o parque oferece muitas atrações como: trilhas, passeio de trem que te leva até a Vila dos Imigrantes. Durante o passeio você fica sabendo um pouco da história dos imigrantes alemães e italianos.
Se tiver disposição, você pode descer a escadaria de 927 degraus até a ver a cascara de baixo para cima. Descer e até fácil, mas e depois subir?
Após a rápida passada no parque, fomos almoçar no centrinho da cidade. Paramos
Empório Canela .
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Cardápio muito criativo. Impresso em formato de jornal
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O local abriga um misto de empório, restaurante e livraria.
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Filé ao molho de vinho e batata rosti
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Mignon ao funghi com risoto de champignon
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Cafezinho...
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O Empório Canela
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| Catedral de Pedra |
Após o almoço, voltamos ao
Castelinho do Caracol, daí sim, para comer o apfelstrudel.
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| Agora sim! |
Diferentemente do conhecido apfelstrudel, o do Castelinho não tem massa, só recheio, que é produzido cozinhando a polpa da maçã por horas, e a sua casca, é utilizada para fazer o delicioso chá.
A cozinha é aberta a visitação. Eis o registro.
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| O interior da cozinha e o fogão das delícias! |
O apfelstrudel é servido com uma farta porção com sorvete de creme ou com natas.
Além do apfelstrudel, tem waffle, alguns lanchinhos e bebidas diversas.
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| Apfelstrudel com sorvete de creme e chá de maçã |
O castelinho também tem uma lojinha e pode-se comprar doces e souvenires. No salão onde nos deliciamos com o doce, haviam nas paredes, relógios cuco de vários tipos e formatos. Tudo muito lindo. Uma verdadeira sinfonia, e todos à venda.
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| Relógios à venda |
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| A vida começa em qualquer tempo... |
Gramado
Perto do início da noite, fomos até Gramado para tomar um café e passear pela cidade. Não demorou muito para nos deparamos com uma neblina muito intensa, que mal dava para enxergar a distância.
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| Av. Borges de Medeiros |
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| O Palácio dos Festivais encoberto pela neblina |
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| Igreja Matriz São Pedro |
E assim, foi nossa última noite na cidade.
No dia seguinte, após o café da manhã, fizemos o check-out, e... assim foi nossas pequenas férias pela Serra Gaúcha.