sábado, 3 de outubro de 2009

Ora, amoras...



Em uma bela e inspiradora tarde de outubro, chegando do almoço, resolvemos caminhar pelo quintal do prédio em que moramos e nos deparamos com a amoreira carregada e os frutos caindo de maduros!

Serviu para algumas reflexões sobre uma globalização que já existia muito antes de sabermos que bicho era esse!

A globalização que nos faz preferir hambúrguer a feijão com arroz, que nos faz preferir maçãs e peras a jabuticabas ou pitangas. A globalização que nos torna cada vez mais iguais, que deixa cada vez mais difícil encontrar comidas regionais em qualquer lugar que se vá.

Somos o país da biodiversidade, como já dizia Vaz de Caminha, “em se plantando tudo dá”. Por que temos tão poucas opções no dia-a-dia? Por que comemos sempre as mesmas frutas? Até mesmo em um hotel, o que seve no buffet do café da manhã? Papaias, melancias, abacaxis... É muita falta de criatividade, tanta falta de diversidade...

Quantas frutas “exóticas” ou “do mato” deliciosas brotam nos quintais em qualquer cidade brasileira? As calçadas de nosso bairro têm amoreiras, pitangueiras, bananeiras, nespereiras (no meu tempo chamadas de ameixas)...

A amora nem tem origem brasileira, mas faz parte das frutas que se dão bem em qualquer lugar, são deliciosas, e hoje não serão desprezadas!

Vamos então aproveitar nossas amoras, oras!

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